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Publicado em 29.11.2013/18:08

O Mercado de Tintas no Brasil e suas Perspectivas

Dilson Ferreira*

A indústria de tintas no Brasil evoluiu muito nos últimos anos, tendo se preparado para atender às necessidades do mercado nacional e também do internacional. Investindo em pesquisa e inovação, o setor está atualizado tecnologicamente, acompanha as principais tendências internacionais e lança constantemente novidades, oferecendo produtos de qualidade superior e ambientalmente corretos.

Aqui se fabricam produtos com tecnologia de ponta e grau de competência técnica comparável à dos mais avançados centros mundiais de produção. Isso é resultado dos investimentos feitos diretamente pelos fabricantes e do trabalho em colaboração com os fornecedores de matérias-primas, que estão sempre em busca de novas soluções para as demandas de seus clientes.

Há alguns anos, esse esforço em favor da evolução tecnológica passou a incorporar, cada vez mais fortemente, a preocupação com a sustentabilidade, que se tornou uma das principais demandas da sociedade e do mercado. Foi por isso que, em 2009, introduzimos o conceito de Tinta do Futuro – que se tornou tema central de nosso Congresso e Exposição –, a partir do qual a pesquisa e o desenvolvimento de soluções sustentáveis ganharam ainda mais evidência no nosso setor, com a participação decisiva dos fornecedores de matérias-primas.

Outra tendência a ser ressaltada é a crescente valorização da qualidade das tintas. Ao longo dos últimos anos, aumentou muito o nível de conscientização e de exigência dos consumidores brasileiros e das empresas que utilizam as tintas em seus produtos e serviços. Esse aumento da exigência por produtos de qualidade superior também intensificou a colaboração e o trabalho conjunto entre fabricantes de tintas e seus fornecedores.

Com isso, podemos dizer que os desafios que se colocam para o futuro da cadeia produtiva de tintas – que representam, ao mesmo tempo, grandes oportunidades – estão ligados à atenção permanente que se deve ter em relação aos aspectos relacionados à sustentabilidade e à qualidade, antecipando-se às futuras demandas por parte dos usuários e às exigências da legislação e regulação.  Simultaneamente, é preciso investir em capacitação dos profissionais que atuam na cadeia produtiva de tintas, na revenda e na aplicação do produto.

O caminho para superar esses desafios é, em si mesmo, outro desafio: buscar a maior integração de cadeia produtiva, estimulando os processos colaborativos e implementando projetos conjuntos. Esses esforços têm de ser unidos aos do Poder Público, focando na promoção do desenvolvimento econômico e social – como já fazemos hoje com sucesso em iniciativas voltadas para habitação de interesse social.

Espaço para crescimento

Além de estar atualizada tecnologicamente e alinhada às grandes tendências internacionais, a indústria de tintas do Brasil é uma das principais do mundo, produzindo um volume anual de 1,4 bilhão de litros de tintas.

O setor vem crescendo, historicamente, a um ritmo igual ou um pouco superior ao do PIB brasileiro. Embora isso não tenha acontecido em 2012 e nos primeiros meses deste ano, em função da instabilidade econômica e política, existe um enorme potencial para a venda de tintas no País.

Temos hoje um consumo per capita de cerca de 7 litros/habitante/ano, muito abaixo daquele registrado em regiões mais desenvolvidas. Por isso, temos confiança na retomada do crescimento do setor a um ritmo vigoroso. As condições para que isso ocorra são favoráveis, a começar pelo nosso amplo mercado interno, que incorporou milhões de novos consumidores nos últimos anos. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento do País exigirá investimentos significativos em habitação e infraestrutura, sem contar as demandas relacionadas aos grandes eventos que promoveremos até 2022, entre os quais a Copa do Mundo, as Olimpíadas e as comemorações do bicentenário da independência, além da possível realização da Expo Mundial 2020 em São Paulo.

Tudo isso tem efeito direto e consistente sobre a economia e as vendas de tintas, contribuindo para que toda a cadeia produtiva continue crescendo, evoluindo tecnologicamente e avançando no rumo do desenvolvimento com sustentabilidade.

*Publicado originalmente na revista XNews, da Lanxess